sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Não romantizar migalhas

Conheço gente que basta que se converse um pouco com elas, para se acharem alvo de uma tremenda paixão. Não sei se lhes chame crentes, ingénuas, egocêntricas, ou simplesmente palermas. Como é óbvio, sofrem constantes desilusões amorosas. Esquecem que a humanidade não é pura, não é sincera, não é desprovida de interesses e de segundas intenções. Não me interpretem mal, adorava que assim fosse, que toda a gente fosse transparente e fosse o que aparenta ser. Mas não é. E reforço a ideia de que o Mundo não é em tons de rosinha princesa. Mas admiro-lhes essa "qualidade". Eu faço precisamente o contrário, tenho uma total descrença e penso logo nas segundas intenções. Obviamente que nem sempre é benéfico, leva-me para a negatividade. Mas é um facto, não sei identificar. Num dia até posso ficar convencida, mas basta que diminuam o grau de "demonstração" para me mudarem as ideias. Ora, até prova do contrário...
Entretanto dispersei, mas o ponto deste texto era não ver borboletas onde só existem lagartas. Mendigar amor. Ou tentar amar pelos dois. Mesmo em relacionamentos, há quem se habitue ao pouco que recebe e se contentem. Por vezes preferimos ver o sol através da peneira, acreditar que a correspondência é real. Mas a realidade é que estamos ali a aquecer o banco, enquanto algo mais interessante não surge. Eu sei, porque já passei por isso. E acreditem que admitir é foda. Por isso, se puder evitar, não aqueço bancos a mais ninguém. Sou fã da reciprocidade.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Das voltas que a vida dá

E o que a minha vida mudou em dois anos?
Sofri, muito. Chorei, horrores. Ainda me é tão difícil engolir o que se passou, sim. Atingi um ponto em que, psicologicamente falando, pior era impossível. Pensei mesmo que não conseguia, que não aguentava mais. Prejudiquei o meu trabalho, a minha saúde, as minhas relações familiares, sociais... Perdi o interesse em tudo, até em mim própria. Concluí que a vida não tinha sentido nenhum, que era absurda, um sofrimento inexorável. Achei que tinha tudo e me viraram o mundo ao contrário, fiquei sem chão. E sem tecto, e sem paredes, sem nada. Esvaziada de conteúdo, completamente. Foi uma razia às minhas crenças, às minhas ideologias.
Inevitavelmente, nada que me era dito ajudava. Porque a única coisa que ajuda é o tempo. Cliché? Sim, mas é a verdade. E sobrevivi. E hoje aqui estou e sinto que muito mudou em mim. Falta saber se o balanço é positivo... Não percam os próximos episódios porque nós...também não!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Coisas que me irritam um bocadinho

O gajo que fala super alto no meu gabinete, que me desconcentra os pensamentos.
E o gajo que toooooooodos os dias diz as mesmas piadas. mas que de piada não têm nadinha. E é que ninguém lhe liga mas ele insiste na mesma tecla. Ai, gente cansativa... É, eu sei que não tenho muito jeito para "pessoas". Nem paciência.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Do dia dos namorados e deste cinismo todo

Antes de mais, reforço que estou desprovida de ressabiamento e de qualquer tipo de inveja por estar livre leve e solta (vulgo, LLS). Posto isto, vamos ao cinismo latente e flagrante do dia. Ora, como bem sabemos mas preferimos ignorar (ou serei um totalmente descrente?), é preciso ter "sorte" para, num relacionamento a dois, um deles já não ter tido um par de cornos ou então ter estado em ameaça de o ter. Se esteve apenas em ameaça, poderá ser bom sinal, de que o "parceiro" teve espinha dorsal para raciocinar e fazer a escolha certa (ou então foi mesmo só mero acaso). Sim, porque já vi de tudo. Gente que tem a audácia de mentir descaradamente e afirmar não ter namorada é coisa corriqueira.
Mas adiante, o que me revolta é festejarem o dia dos namorados, fazerem posts e identificações todas fofinhas nas redes sociais, quando no resto do ano as utilizam num flirt constante. Eu prefiro quem me respeite o ano inteiro. Se é difícil resistir a tanta facilidade, a tanta tentação, a tanta futilidade, a tanta mostra de pele? Daí que seja imperativo ter espinha dorsal e, vá, dois dedos de testa. Estão insatisfeitos com os namoros? Terminem, ora pois, não queiram ter o melhor de dois mundos. Porque há os que "gostam" da namorada e a vêm como a escolhida, que preenche os requisitos todos, mas que depois falta-lhes ali algo e andam sempre a saltar o muro para ir à vizinha. E depois há os que têm namorada mas andam sempre à procura de "melhor". Eu cá acho que a maioria deles não está preparada para o mundo atual. Parecem crianças que viveram em clausura uma vida e de repente são largadas num parque de diversões. Há um acesso demasiado fácil, rápido e vasto a tudo, não há como mediar, a não ser pela própria consciência e mentalidade. E isso vai de cada um...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sindrome da Disney

As voltas e cambalhotas que a puta da vida nos faz dar. Durante o nosso crescimento e desenvolvimento enquanto ser, incutem-nos falsas ideologias, metas puramente ilusórias, e contos de fada que nem nos livros deviam existir. Passo a explicar... Empurram-nos aquele conceito de que os estágios da vida são "aqueles", alcançar a felicidade junto do tal, comprar casa, fazer bebés, ter uma cerca branca num jardim verdinho e ter um labrador para destruir o jardim verdinho. Começo logo por rebater a primeira ilusão. O/a "tal" é bullshit. Mas isso acho que já é de conhecimento mais ou menos generalizado, pelo menos na faixa etária em que me encontro. Mas entretanto cansei-me de ouvir "vais encontrar alguém, vai aparecer". Não... Isso é dar esperança, dar ânimo, eu sei. Mas! É tapar o sol com a peneira, é não abrir os olhos com medo de ver, porque se há tanta gente por aí que simplesmente não encontra ninguém, e fica sozinha... Não pode ser o meu caso? Não acontece só aos outros... Por isso, porque nos atiram com unicórnios e nuvens feitas de algodão doce para cima? Eu recuso-me sempre a viver enganada, em todas as perspetivas. Não procuro subterfúgios. Se for, é... Se não for, não é, e pronto! Tudo bem na mesma. O errado foi chaparem-nos com ilusões e visões distorcidas da realidade, ao nível de nos sentirmos deslocados, marginalizados, desenquadrados, por não seguirmos a corrente, não que falte a vontade, mas porque, infelizmente e simplesmente, não está apenas nas nossas mãos.
Se eu queria o conto de fadas? Queria pois. Quem nunca se mascarou de princesa?
Mas, existem muitos disfarçados de "tais", muitos com potencial a "tais", desengane-se quem ainda acredita encontrar "a" alma gémea... Não, não há perfeição nem na compatibilidade entre duas pessoas, mas, vá, nem tudo é negro, existe sim, a vontade de querer que resulte, o esforço em alinhar objetivos e definir metas possíveis e alcançáveis. Existem pessoas que se mantém juntas uma vida inteira. Mas não é por magia, não é por encantamentos. É por dedicação, vontade, e sobretudo, personalidade (e obviamente tanta mais coisa que não vou enunciar).

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A evitar - parte III

4.     Gajos que não saibam conduzir. Machismos e feminismos à parte. Digam o que disserem homem que é homem tem que saber conduzir. Pelo menos para mim, não me sinto segura se ele tiver uma condução horrível, instável. Não é tão bom poder confiar? 

5.      Gajos que se reprimam nos pagamentos. Aqueles que "ah e tal vou ao wc", "ah e tal esqueci-me da carteira", não estou a dizer que pague tudo e sempre, óbvio que não, repartido para mim está ótimo, mas os que demonstram pouca vontade em pagar seja o que for, retiram-me a mim a vontade de o fazer. Não é tão bom não haver celeumas com isso? Ora pagas o jantar, ora ele paga as bebidas ou o lanche, vice-versa, mas na certeza porém que o jogo é equilibrado? Tão bom não ter preocupações em andar a fazer contas e pagar com um sorriso e a certeza que de valeu a pena...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Eu avisei que o ia encontrar...

Virei-me para ele e disse... Vou-te comer. E comi! A ele e ao amigo que se faz de corneto. 


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Daquelas desilusões.

Domingo passado foi portanto Domingo de Ramos. Devo confessar que infelizmente nunca tive tradições de Páscoa, os meus padrinhos sempre o foram apenas no papel. Mas eis que no ano passado fui instituida madrinha da minha sobrinha-linda-coisa-mais-fofa-e-peste-em-evolução, e tratei de me por a par das respetivas práticas. E então, no Domingo, aguardei o dia inteiro para poder estar com a minha afilhada, já que é "dia das madrinhas", segundo consta, e eu gostaria de ter com ela o que não foram capazes de ter comigo. A minha cunhada, mãe da criança, liga-me à noitinha, referindo que não tinha conhecimento da minha presença no local, e que inclusivé tinha a prendinha da minha afilhada pronta a ser-me entregue. Ora, conhecendo a peça, logo aí desconfiei. Mas como tenho a mania das desconfianças e das perseguições e outras manias afins que não são para aqui chamadas ou teria que alterar todo o tema e título deste post para "as minhas mil e umas manias", decidi ignorar o instinto. Porque isto de esperar sempre o pior tem o que se lhe diga. Lá fui. E recebo um vasinho, com umas flores roxas. E até me dizem: como no ano passado disseste que querias um vasinho em vez de raminho... Ok, tudo muito bem, sim prefiro. Perguntei que flor era. Não me souberam dar resposta. Ao ir embora, perguntei como era a manutenção da mesma, qual a frequência com que tinha que a regar. Também não sabia, mas que ia perguntar à florista. Tudo bem também. Depois resolvo espreitar o vaso à procura de uma possível indicação ou referência e vejo uma etiqueta. De uma florista a 80 km de distância. Na inocência, pergunto a mim própria quando é que a minha cunhada teria ido a tal lugar. E lembro-me. Que quem é desse lugar é o afilhado dela. Que cá veio passar a tarde com ela.

E o jeito que isto me dava??