segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A evitar - parte III

4.     Gajos que não saibam conduzir. Machismos e feminismos à parte. Digam o que disserem homem que é homem tem que saber conduzir. Pelo menos para mim, não me sinto segura se ele tiver uma condução horrível, instável. Não é tão bom poder confiar? 

5.      Gajos que se reprimam nos pagamentos. Aqueles que "ah e tal vou ao wc", "ah e tal esqueci-me da carteira", não estou a dizer que pague tudo e sempre, óbvio que não, repartido para mim está ótimo, mas os que demonstram pouca vontade em pagar seja o que for, retiram-me a mim a vontade de o fazer. Não é tão bom não haver celeumas com isso? Ora pagas o jantar, ora ele paga as bebidas ou o lanche, vice-versa, mas na certeza porém que o jogo é equilibrado? Tão bom não ter preocupações em andar a fazer contas e pagar com um sorriso e a certeza que de valeu a pena...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O cavalo



O cavalo ensinou-me a ter medo e a vencer o medo;
O cavalo ensinou-me e descontrair perante o meu nervosismo;
O cavalo desenvolveu, em mim, a noção de prudência e de medida, obrigando-me a tentar acertar a sua passada antes de corrermos o risco do obstáculo;
O cavalo ensinou-me a cair e, com ele aprendi, sobretudo, a levantar-me firme na determinação de continuar o percurso, fosse qual fosse a dor e o esforço que ele custasse;
No exercício da equitação aprendi quanto é necessária a firmeza no mando e como esta requer o ser discreto na intervenção e suave no comando;
Por tudo isto, a equitação não é apenas um exercício físico pois que tanto contribui para formar em nós o hábito do autodomínio, a noção da modéstia das nossas forças e dos nossos conhecimentos, como a paixão de corrermos o risco, sempre que possível calculado. Como dizemos na cavalaria, o cavalo ensina-nos a ter coração.

(José Gonçalo Sottomayor Correia d’Oliveira, Novembro de 1967)

sexta-feira, 24 de abril de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Eu avisei que o ia encontrar...

Virei-me para ele e disse... Vou-te comer. E comi! A ele e ao amigo que se faz de corneto. 


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Daquelas desilusões.

Domingo passado foi portanto Domingo de Ramos. Devo confessar que infelizmente nunca tive tradições de Páscoa, os meus padrinhos sempre o foram apenas no papel. Mas eis que no ano passado fui instituida madrinha da minha sobrinha-linda-coisa-mais-fofa-e-peste-em-evolução, e tratei de me por a par das respetivas práticas. E então, no Domingo, aguardei o dia inteiro para poder estar com a minha afilhada, já que é "dia das madrinhas", segundo consta, e eu gostaria de ter com ela o que não foram capazes de ter comigo. A minha cunhada, mãe da criança, liga-me à noitinha, referindo que não tinha conhecimento da minha presença no local, e que inclusivé tinha a prendinha da minha afilhada pronta a ser-me entregue. Ora, conhecendo a peça, logo aí desconfiei. Mas como tenho a mania das desconfianças e das perseguições e outras manias afins que não são para aqui chamadas ou teria que alterar todo o tema e título deste post para "as minhas mil e umas manias", decidi ignorar o instinto. Porque isto de esperar sempre o pior tem o que se lhe diga. Lá fui. E recebo um vasinho, com umas flores roxas. E até me dizem: como no ano passado disseste que querias um vasinho em vez de raminho... Ok, tudo muito bem, sim prefiro. Perguntei que flor era. Não me souberam dar resposta. Ao ir embora, perguntei como era a manutenção da mesma, qual a frequência com que tinha que a regar. Também não sabia, mas que ia perguntar à florista. Tudo bem também. Depois resolvo espreitar o vaso à procura de uma possível indicação ou referência e vejo uma etiqueta. De uma florista a 80 km de distância. Na inocência, pergunto a mim própria quando é que a minha cunhada teria ido a tal lugar. E lembro-me. Que quem é desse lugar é o afilhado dela. Que cá veio passar a tarde com ela.

E o jeito que isto me dava??

sexta-feira, 20 de março de 2015

No entanto, o que é facto é que sei as músicas de cor. E andei a ver se o Panda e os Caricas vão actuar nas proximidades. Pela sobrinha, óóóbvio.

Engraçado engraçado é...

...na mix que tão carinhosamente o youtube seleciona para mim, e que estou neste momento a ouvir enquanto afincadamente trabalho, constarem nesta listinha músicas do Panda e os Caricas, e da Xana TOC TOC. Não, querido Youtubiu, não são preferências minhas, mas da sobrinha. Valeu pelo esforço.

Wishing.

Quem nunca pediu desejos? Os 12 desejos de ano novo. Desejo de aniversário enquanto se trincam as velas do bolo. Desejo quando se vê uma estrela cadente. Desejo quando nos cai uma pestana. Muito desejamos, parece que tudo serve de desculpa para desejar isto e aquilo. Porque queremos acreditar que pode assim acontecer. Eu, em todas as situações e mais alguma, já desde que me lembro, que peço um só desejo, por mais irreal ou fantasioso que pareça. Peço sempre para ser feliz.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Algures no caminho eu perdi o rumo. Não sei bem onde, nem quando, nem porquê. Olho à volta e não sei onde estou. Perdi a visão também. E a memória, porque esqueci o que um dia já soube. Perdi-me a mim mesma talvez.