terça-feira, 15 de julho de 2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Da revolta III

Não sou secundária, nem alternativa, nem complementar.

Da revolta II

O meu carro aparecer riscado.

Da revolta

Mas quem é que ainda paga as contas na caixa multibanco?? Irra. 

Estou revoltada. Profundamente

I was kinda bitchy in highschool...

Nunca foi propositado... Tomei consciência disso ao ler um caderninho onde escrevi tantas mas tantas sms's... Mas é melhor explicar em que sentido fui bitchy. O liceu deve ter sido a minha época alta de atenção do sexo masculino. De maneira que tive alguns que se apaixonaram por mim. Mas não ao mesmo tempo. Mas ao ler o caderninho notei um certo modus operandi. Com o "A", o "F" e o "B", aconteceu o mesmo. Conheciamo-nos, começavamos a falar e trocar msgs, eles começavam a dizer o quanto gostavam de mim e tal, eu sempre sem abrir o jogo, tudo muito virtual (eu era super inocente, e a minha mãe sempre manteve rédea curta na sua única filha), e quando chegava à altura em que eu tinha que tomar uma atitude (por exmplo retribuir os sentimentos), dava para trás. Estes 3 ficaram na memória porque gostaram mesmo de mim (estilo escrever cartas, deixar-me rosas, roubar o carro dos pais e percorrer 40km só para me ver à janela, gastar o saldo todo do telemóvel - sim, as sms's pagavam-se bem!!!), e, apesar de ter conversado muito com eles, nunca se passou absolutamente nada físico. Porquê? Nunca me apaixonei por nenhum deles... Nem tentei. Mas gostava da atenção, e deixava andar... Mau em dois aspectos: causei-lhes esperanças/sofrimento sem eles merecerem; e poderia ter tentado, quem sabe se não perdi entre eles o amor da minha vida.

Tal e qual a minha sacaninha...


...Mas a minha não vomita, é mesmo insaciável.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

É tão previsível...

Quando um amigo vem falar contigo, assim do nada, mas daqueles amigos que desaparecem durante meses... A conversa desenrola (e é sempre do mesmo estilo), e que se descobre? Acabou o relacionamento. Mas é tão típico que até mete nojo. Tenho dois ou três amigos que quando vêm falar comigo, é certinho que já não namoram. Nada contra não andarem em conversas, enquanto namoram, por mim, na boa, compreensível, respeito, admiro. Mas o que me chateia é virem mal acabam. Será que têm alguma lista de recurso? Nem sei se deva ficar ofendida ou levar como elogio. Mas que me irrita um bocadinho, lá isso sim. Muito básico, previsível, forçado.

É isso aí.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Selfies

Mais alguém concorda que as selfies já enjoam? Epah, as selfies já existem há ennes, ou pelo menos o acto de auto-fotografar sim, lá porque lhe atribuiram um nome, agora não se fala em mais nada? Selfies para aqui, selfies para ali, dia de selfies, não é o conceito que chateia, é o só se falar nisso quando nem é nenhuma novidade inventada agora. Pronto, era só isto.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Melhor ainda....

Relativamente a isto... O feedback. Está hilariante...



Coisas boas, venham a mim

Bem, não sei se há por aqui alguém que acredite no conceito do "Segredo". Que recebemos aquilo que "pedimos" ao Universo, uma lei da atração, que corresponde às nossas energias. Assim sendo, eu definitivamente estou a transmitir as energias erradas. Ou isso, ou a única lei existente aqui é a lei da selva (e isto é mesmo uma selva, com cada símio que por aí anda). Não há dias que apetece mandar tudo à merda? Estou a ficar um pouquinho exausta.
E, para aprimorar a situação, perdi a minha terapia para todos os males... as minhas aulas de equitação só voltam em Setembro. Uhhh, o drama, o horror? Sim, é. Só eu sei o efeito anti-depressivo que aquilo tem em mim... Que será de mim.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A eterna Insatisfação

Será que o ser humano tem propensão a ser um eterno insatisfeito? Eu explico. Por vezes dou por mim a só querer o inalcançável. Ou seja, quando algo está à mão, I don't give a sh*t. Se por acaso se torna indisponível ou mais difícil, magicamente me desperta interesse e me transtorna pela impossibilidade que se me apresenta. Será que só quero o que não posso ter? Se assim for é problema-grave-a-ser-tratado-com-altas-drogas-e-extensas-horas-de-psiquiatria. Sempre fui fã da frase "Quando consegues o que queres, será que ainda queres o que conseguiste?", no entanto nunca a tinha aplicado a mim. E realmente as situações mais marcantes são as tentativas frustradas, em detrimento das em que sou bem sucedida. Falando especificamente de gajos, os que mais me traumatizaram, foram os que me trataram mal, rejeitaram, ou não me corresponderam. Claro que também está presente outro motivo para tal, nessas duas situações não tive explicação, justificação, nem compreendo o que se passou. Portanto o vazio que o desconhecimento deixa pesa bastante para o trauma. (Isto sou eu a fazer uma instrospeção). Mas relativamente ao último, apelidado carinhosamente de "burro", tenho agora quase a certeza que foi isto que se passou. Perguntaram-me o que me despertou interesse, e eu não sei responder. Não tem conversa suficientemente interessante, bate mal como a merd*, não tem beleza de fazer soltar suspiros, é traumatizado a vários níveis, e nunca sequer me fez convites para sair (minto, fomos uma vez ao cinema, uhhh), deixava de responder às mensagens durante dias. Não valia sequer o tempo que perdi com ele. Então porque andei a penar por essa alminha?


A música que ilustra o meu distúrbio.

 



segunda-feira, 30 de junho de 2014

Funeral Blues - W. H. Auden

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.





(Este poema foi dedicado ao André Sousa Bessa, pela namorada.)

Mas eu tenho escrito na testa "amiguinha"?

Não sei de onde é que certas alminhas retiram a ideia de que eu sirvo para aconselhamento desamoroso e de que podem vir chorar ao meu ombro. Ora, eu nem para mim sou boa. Fomento isso é? Ide desabafar das ditas cujas com as vossas mãezinhas, com gente de bodas de ouro ou com o psiquiatra mais próximo. Sei que sou boa ouvinte, paciente (qb), mas, embora possa disfarçar bem, falta-me um tanto ou quanto de sensibilidade. E de mim quem trata? Quem me ouve, me limpa as feridas, me dá conselhos realmente úteis? É por ser boazinha que acabo por ser lorpa...
E depois só apetece responder coisas impróprias e tenho que me conter tanto... basicamente todas as respostas que me aparecem na ponta da língua. Fora essas, não sei o que diga. E cá estou a desabafar aqui para aliviar e evitar anular toda a moral a uma certa pessoa... Enquanto isso, tenho que ajustar o meu filtro vocal.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

E viveram felizes para sempre: a terra prometida, nunca encontrada…

"Apesar de vivermos na modernidade, com tecnologia, globalização, multiculturalismo e progresso há certas ideias, certos preconceitos, que perduram sem que nada os sustente a não ser uma vontade indomável de que a realidade obedecesse a esse ideal e não às leis que efectivamente a governam… Uma dessas ideias é o “viveram felizes para sempre”.

A culpa está disseminada: pelos poetas e pelos escritores (e seus devaneios românticos e odes à paixão), passando pelos argumentistas e realizadores (vejam-se as comédias românticas, um dos géneros cinematográficos mais perniciosos…), pelos contos de fadas e demais contos infantis, pelas escolas, pela TV, ou mesmo pelo sonho de quem está apaixonado e quer para sempre assim ficar, ou de quem não está mas deseja estar, enfim, a cultura ocidental está cravejada de uma mitologia romântica que nunca passou o teste da realidade. Esta é uma ideia, uma mentira ensinada às criancinhas (e também aos adultos), que se torna como que um mantra que, de tanto se repetir, acabaria por se concretizar…

E não se pense que isto é uma questão de somenos importância: a criação de falsas expectativas nas pessoas é um factor destrutivo de felicidade…

O problema é que nunca na história da humanidade se provou, se vivenciou, o “viveram felizes para sempre”. Pelo menos na interpretação que nos é transmitida em que “viveram felizes para sempre” significa “viveram felizes e apaixonados para sempre”…

Sei bem que as utopias, os sonhos, podem servir o propósito de pôr o mundo a avançar. Mas não neste caso. É que não podemos mudar a condição humana! Não podemos mudar, em particular, os mecanismos biológicos que regem as nossas paixões. Criar ilusões, fantasias, nunca cumpríveis, só propicia frustração, inquietação, infelicidade. Não só a paixão não é duradoura, nem sequer é um bom mecanismo de "matching" de longo prazo. A paixão é um mecanismo biológico que, na evolução humana, visou criar laços temporários entre um homem e uma mulher para que a procriação e os cuidados pós-natais fossem possíveis. A “química” faz com que nos apaixonemos por alguém que será um bom "matching" reprodutivo (já há estudos que o demonstram) e não por quem preenche os requisitos para que uma vivência a dois, sustentavelmente feliz, seja possível…

Contrariar o preconceito
Ninguém vive, nunca viveu, nem nunca viverá apaixonado para sempre pela mesma pessoa! Os neurologistas que estudam a paixão já demonstraram como a paixão se exaure ao fim de dois anos, até porque o corpo não mais aguentaria: a paixão é um estado alterado de consciência, um vulcão químico interior que nos torna viciados e obcecados pelo outro. E nem sequer amamos o outro senão uma idealização que dele fazemos… Os padrões neurais da paixão assemelham-se aos dos cocainómanos tal é o vício e a cegueira que de nós se apodera. Por isso, muitos psicólogos aconselham a que ninguém se case enquanto está apaixonado, uma vez que não conseguimos aí avaliar se o outro é, de facto, bom para nós…

Toda esta quimera da paixão misturou-se, na contemporaneidade, com a instituição casamento (ou vivência a dois), tendo-se passado a exigir dessa instituição algo para a qual ela nunca foi testada (e para a qual, objectivamente, não foi criada): a vivência perpétua, plena e feliz, dos cônjuges… O casamento é uma instituição que foi criada por motivos económicos para juntar interesses familiares e, mais tarde, para criar um espaço para a procriação em que o homem provia o sustento e a mulher o trabalho doméstico. Nesse tempo, a lei e a moral impediam o divórcio e ninguém exigia que esse fosse um espaço de felicidade. Sendo esta a história não deixa de ser surpreendente como, de repente, se passou a demandar do casamento tamanha façanha…

A realidade, porém, vem sempre ao de cima: a taxa de separações é hoje a maior de sempre, mostrando a dificuldade da conjugação da independência individual com o projecto conjugal feliz…

Por isso se torna fundamental contrariar o preconceito e ensinar as pessoas (e desde a infância) a conviverem com a realidade e a procurarem os paraísos possíveis. No final, há sempre lugar a escolhas, mas no espaço da realidade: podemos querer viver sempre em paixão, num pulular continuado de paixões em que o amor é “infinito enquanto dura”, mas em que vamos alterando sempre o nosso parceiro (qual Vinicius de Moraes, que se casou e descasou 9 vezes…); podemos também matarmo-nos (juntamente com a nossa amada) enquanto estamos apaixonados (quais Romeu e Julieta), cumprindo assim, efectivamente, o desígnio “viveram felizes para sempre”!; outra alternativa é construir uma relação a partir da amizade e evoluir para um amor sustentável; ou aprender a amar o outro, depois de morrer a paixão que nos ligava, e conviver com a lembrança dessa paixão; ou alicerçar o casamento num qualquer compromisso (religioso, familiar, económico, etc.) e manter essa empresa em bom funcionamento…

Enfim, nesta vida podemos querer ter tudo mas nunca vamos ter tudo. Se queremos ser felizes é bom estarmos preparados para o real e começar por não ensinar mentiras às criancinhas…"

Texto de Gabriel Leite Mota • 16/04/2013 
http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/7500/e-viveram-felizes-para-sempre-terra-prometida-nunca-encontrada

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Descobri que nunca vou conseguir ser feliz

Tenho uma dúvida existêncial... Existe o amar desmesuradamente, a eterna paixão, as borboletas permanentes, e o happily ever after?.. Ou não passa tudo de ilusão e contos de fadas... É possível ter uma vida a dois, ambos apaixonados e felizes? Ou isso desvanece mais tarde ou mais cedo e te deparas com a opção de continuar dentro do possível e do sentimento existente, ou de procurar nova paixão? Penso que o meu problema reside no facto de ser (apesar de não parecer, de todo) uma romântica incurável. Não no sentido de ser cutxi-cutxi (que não sou), de ser melosa (que não sou), de dar tudo de mim à outra pessoa (que não dou, fruto das minhas lindas vivências passadas), nem de ser romântica no seu sentido lato (que também não sou). Mas sou na parte em que acredito num amor à primeira vista e para sempre. Num amor que nos arrebata, que vira o mundo ao contrário. Num amor inalterável, que não desvanece após dois anos. E sendo nisso que acredito, é isso que procuro. Ora pois que me deparo com o seguinte bloqueio: se procuro uma ilusão, se o meu objectivo é um conto de fadas irreal e inalcançável, nunca será atingido. Vou procurar sem nunca encontrar. Pois, a solução lógica parece fácil na teoria...deixar de acreditar. Mas quão fácil será na prática, abandonar as nossas convicções, o que crescemos e aprendemos a valorizar, o que interiorizamos como certo? Aceitar que a realidade é outra, e que a escolha é entre ficar sozinha ou ter uma a vida a dois não num amor arrebatador mas numa convivência harmoniosa (dentro do possível), numa conciliação de personalidades, simplesmente. É mesmo assim? Será? Que não existem, de todo, contos de fadas e finais felizes?