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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gato que brincas na rua


Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama
Invejo a sorte que é tua
Por que nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes. 


És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O segredo

O verdadeiro segredo, a verdadeira chave para conseguir sobreviver (e friso sobreviver) aqui neste mundinho é...não dar importância. Não se deixar afectar. Estilo zen. Tudo o que não presta passa ao lado. Assim, se não se der importância, também não nos afecta, e por conseguinte também não magoa. É fácil.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Gato/a





















O gato é um animal curioso. Muito independente, não gosta que o chateiem, gosta de estar no cantinho dele e de fazer o que lhe apetece. Não gosta de ordens, e por isso só faz o que quer, e quando quer.

No entanto gosta de ter um colinho quentinho para onde ir, quando tem frio, quando lhe apetece mimo, ou quando se quer enroscar. É aí que surge o ronron e o gato sabe ser bastante meiguinho. Mas é só de vez em quando, porque o gato não aprecia grandes compromissos, pois agora apetece-lhe ter mimo mas daqui a bocado já não porque se farta e quer estar sozinho, ou ir à vidinha dele. É assim, sabe bem o que quer.

O gato devolve ao homem a exacta medida da relação que dele parte. É sábio e espelho, ele conhece o segredo da não-acção que não é inação. Nada pede a quem não o quer. É exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se...Não pede amor, mas se lho dão, então ele exige.
Devido a variações constantes no seu humor, é possível dizer que, na maioria das vezes, o temperamento de um gato é imprevisível, nunca se sabe como é que ele vai reagir...são uma caixinha de surpresas!

Espírito felino...

ah! E para terminar, é de relevo salientar que em diversas culturas e mitologias, os deuses apareciam em forma de gato =P

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Reason vs Feellings

O que fazer quando entramos em contradição connosco próprias? De um lado temos a parte racional, o tico e o teco, a nossa consciência...do outro temos os sentimentos, os impulsos, aquelas vontades subitas de fazer ou dizer alguma coisa....A quem devemos dar ouvidos?

É fácil responder: "aos impulsos, deixa-te levar, seize the day, bla bla bla"! E também é o que mais nos apetece fazer no momento quando nos deparamos neste dilema..Mas...a parte dificil é quando aterramos de focinho no chão...

Enquanto que com o tico e o teco, temos sempre uma conchinha de protecção, onde é mais dificil magoarem-nos. Estes dizem: "tu pensa, tira peso e medida às decisões antes de as tomares, não te mandes de cabeça sem saber se a piscina tem água..."

"Amar é a eterna inocência, e a única inocência é não pensar...". Pois...será que podemos ser assim tão inocentes? Eu não...pq sou mais inteligente qd sou racional...